Ngangula, na língua bantu, significa ferreiro. Aquele que domina o fogo, o ferro e o tempo. Aquele que transforma a matéria bruta em forma, ferramenta e destino. No universo simbólico africano e afro-diaspórico, o ferreiro não é apenas um artesão: é guardião de saberes ancestrais, mediador entre força, técnica e espiritualidade.
Dar a esta exposição o nome Ngangula é reconhecer a arte como ofício de transformação. Assim como o ferreiro, o artista trabalha com aquilo que resiste — a matéria, a memória, a história — moldando, aquecendo e refazendo sentidos. Nada nasce pronto. Tudo exige cuidado, repetição, respeito ao ritmo e ao fundamento.
A produção de Lakamb'ê se inscreve nesse lugar. Suas obras não buscam representar o sagrado ou a ancestralidade de forma ilustrativa, mas operar a partir deles. Cada imagem carrega o gesto de quem conhece o peso do ferro e a responsabilidade do fogo: criar é também responder por aquilo que se coloca no mundo.
Ngangula afirma a arte como trabalho ancestral, como prática de continuidade e como território de resistência. Aqui, criar é forjar — e forjar é manter viva a memória que sustenta o presente.
Venham conhecer mais sobre esse artista e suas obras
Dia: 29/01/2026
A partir das 19h
No Galpão Cultural /Tenda Espírita Pai Cambinda
Rua Jonas Salk, 33 Cotiara
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labfonia.culturabarramansa@gmail.com
(24) 3029-9365
Praça da Bandeira, s/n - Centro, Barra Mansa - RJ, 27310-080